Em 1960 Aruanda, de Linduarte Noronha, colocou a Paraíba no mapa do cinema brasileiro. Depois dele seguiram-se outros documentários, que formaram o chamado Ciclo do Cinema Paraibano. Nas duas décadas seguintes, iniciativas isoladas e o trabalho articulado de realizadores e da Universidade Federal da Paraíba resultaram na formação de acervo de filmes nas bitolas super-8 e 16 mm que acabaram depositados no Núcleo de Documentação Cinematográfica – NUDOC.

Esse material encontrava-se isolado do seu público natural, os paraibanos e os interessados no cinema brasileiro. Idealizado e executado pelos professores da UFPB Lara Amorim  e Fernando Trevas, em parceria com a FUNAPE/PB e financiado pela Petrobras/ Minc a partir da Lei Rouanet (Pronac 1111976), o projeto digitalizou estes filmes através de processo de telecinagem, e como resultado de uma pesquisa e catalogação do seu conteúdo, exibiu 25 filmes desta produção na Mostra Cinema e Memória  realizada em João Pessoa, entre os dia 11 e 14 de novembro de 2013.

Na ocasião foi lançado o livro Cinema e Memória – O Super 8 na Paraíba nos anos 1970 e 1980, o qual traz reflexões sobre o cinema paraibano , o cinema Super-8  e o cinema direto no Brasil, além de uma filmografia com informações detalhadas sobre os filmes.

No dia 13 de novembro, durante a Mostra Cinema e Memória, foi realizada a mesa redonda O Super-8 e o Cinema Direto na Paraíba nos anos 1970 e 1980, com a presença dos autores do livro.

Com os filmes telecinados, preservados e disponíveis para difusão e com os textos publicados sobre o acervo, parte significativa da produção audiovisual da Paraíba poderá ser ponto de partida para trabalhos de pesquisadores e realizadores do audiovisual e de outras áreas do conhecimento, tendo em vista a diversidade temática dos filmes.